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Mesmo com venda de imóveis, Correios estimam rombo de R$ 9,1 bilhões em 2026
Prejuízo de 2025 foi recalculado para R$ 5,8 bilhões, menor que o esperado; venda de imóveis da estatal começa nesta quinta-feira (12/2)
Por Janete
Publicado em 13/02/2026 12:38
Economia

Os Correios estimam um prejuízo total de R$ 9,1 bilhões em 2026, aponta um documento elaborado pela Diretoria Econômico-Financeira (DIEFI) da estatal. A informação é do portal “G1”. O déficit, quando as despesas superam as receitas, seria novamente o maior da história da empresa e contempla o pagamento de todas as obrigações.

Já para 2025, a estimativa oficial é de um rombo em torno de R$ 5,8 bilhões. Os números oficiais ainda serão divulgados pelo governo federal, mas devem ser menores que as previsões iniciais, que eram de R$ 7,9 bilhões, segundo o relatório.

A mudança na projeção se deve à decisão de adiar parte dos pagamentos a fornecedores, benefícios, despesas assistenciais, obrigações trabalhistas e tributárias. O montante postergado é de aproximadamente R$ 3,1 bilhões e a medida serve para reduzir o desequilíbrio no fluxo de caixa da empresa.

Nesta quinta-feira (12/2), a empresa deu início a uma série de leilões de imóveis ociosos, etapa que vai até o dia 26 de fevereiro. No total, serão vendidos 21 imóveis, em processos 100% digitais, abertos a pessoas físicas e jurídicas. O objetivo é arrecadar até R$ 1,5 bilhão para o caixa da estatal.

Os leilões incluem imóveis cujos valores iniciais variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões nos estados da Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Dentro do portfólio, há prédios administrativos, antigos complexos operacionais, terrenos, galpões, lojas e apartamentos funcionais. “As alienações não trazem qualquer impacto à prestação de serviços à população”, afirma a empresa.

Em novembro, os Correios aprovaram um Plano de Reestruturação para tentar superar a grave crise financeira. A medida envolve o aporte de R$ 20 bilhões em empréstimos. Segundo o governo, o objetivo é retomar a lucratividade a partir de 2027. A situação na estatal levou à troca de presidente em julho do ano passado.

 

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