Jundiaí tem fortalecido a Atenção Primária à Saúde para prevenir doenças crônicas e enfrentar as principais causas de morte no município. Com a ampliação das UBSs e a qualificação dos serviços, a Prefeitura investe em prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo para reduzir agravos e melhorar a qualidade de vida da população.
Dados do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), vinculado ao Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), mostram que as doenças crônicas não transmissíveis seguem entre as principais causas de morte no município. Em 2025, as doenças do aparelho circulatório lideraram os registros, com 1.095 óbitos, seguidas pelas neoplasias (748) e doenças respiratórias (346). Entre as causas específicas, foram contabilizados 332 óbitos por infarto e 126 por infarto cerebral.
Ao mesmo tempo, os indicadores apontam reduções importantes em causas diretamente relacionadas ao acompanhamento contínuo e ao diagnóstico precoce. As mortes por neoplasia maligna de cólon caíram de 79 para 55 (-30,38%). Em seguida aparecem as doenças degenerativas, que passaram de 95 para 79 óbitos (-16,84%), e os registros por diabetes mellitus, que reduziram de 86 para 73 (-15,12%). Também houve queda nos óbitos por câncer de mama, de 62 para 56 (-9,68%), e por doenças pulmonares obstrutivas crônicas, de 110 para 103 (-6,36%), na comparação com 2024.
O envelhecimento da população reforça a necessidade de investir na Atenção Primária, já que o crescimento da proporção de idosos amplia a demanda por ações de promoção da saúde e controle de doenças crônicas. Nesse cenário, as UBSs têm papel fundamental, porque são a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) para o atendimento da primeira queixa antes de o paciente ser encaminhado para o melhor tratamento.
A secretária de Promoção da Saúde, Márcia Facci, ressalta a preocupação da gestão em fortalecer a rede municipal com foco na prevenção e no tratamento em tempo oportuno. “Esta é a gestão que mais vai entregar UBSs na história de Jundiaí, e isso significa ampliar o acesso, fortalecer a prevenção e garantir que a população receba cuidado perto de casa, com acompanhamento contínuo e equipes preparadas para agir antes que os problemas se agravem. Investir na Atenção Primária é investir em qualidade de vida e na redução de mortes evitáveis.”
Rede estruturada
Jundiaí conta hoje com 71 equipamentos públicos de saúde, entre eles 35 UBSs em atividade (além das novas unidades em obra), dois Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), seis ambulatórios de especialidades, quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), cinco Prontos Atendimentos e UPAs, além do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA).
A rede também é fortalecida por convênios e contratos que ampliam as equipes da Estratégia de Saúde da Família e os serviços de urgência, hospitalares e de atenção psicossocial. Também há políticas públicas descentralizadas, entre elas o Programa de Assistência Intensiva ao Tabagista (PAIT), que atua no suporte a quem deseja parar de fumar e, dessa forma, na prevenção de doenças associadas ao tabagismo, e ainda as ações de vacinação, por meio de ofertas de vacinas extramuros e casa a casa em regiões de difícil acesso.
Com a entrega de novas unidades e a ampliação das equipes, a Prefeitura projeta uma Atenção Primária ainda mais acessível, especialmente para a população mais vulnerável ou que historicamente utiliza menos os serviços de saúde. “Isso é fundamental para promover saúde e prevenir agravos por meio do cuidado multidisciplinar, articulado ao atendimento clínico e às práticas educativas desenvolvidas em todo o município. Com as novas entregas, vamos fortalecer ainda mais o cuidado integral e individualizado, garantindo uma saúde mais ampla e uma vida mais saudável para a população”, completa a diretora de Atenção Básica, Tatiane de Lucca Barbosa.