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Tarcísio publica vídeo de Ano Novo com mensagem “Fora PT”
Lula não deveria concorrer à reeleição em 2026, avalia The Economist
Por Janete
Publicado em 02/01/2026 15:02
Política

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), publicou  nas redes sociais, um vídeo para desejar feliz Ano Novo. A postagem marcou a virada para 2026 com um recado político.

No vídeo, Tarcísio resolve um problema matemático. Ao final do cálculo, a resposta apresentada forma a expressão em inglês “Happy new year”.

Em seguida, o governador escreve na lousa a mensagem “Feliz 2026”. Logo depois, acrescenta a frase “Fora PT”.

A publicação repercutiu entre apoiadores e críticos nas redes sociais. Até o momento, Tarcísio não comentou diretamente as reações ao vídeo.

 

 

 

 

Lula não deveria concorrer à reeleição em 2026, avalia The Economist

Para a revista britânica The Economist, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deveria disputar a reeleição em 2026. Em editorial publicado na terça-feira (30), o periódico destaca a idade do petista, que completou 80 anos em outubro, e argumenta que os brasileiros “merecem opções melhores”.

A publicação traça um paralelo entre Lula e o ex-presidente dos Estados Unidos Joe Bidenque em 2024 desistiu de chefiar a Casa Branca por mais quatro anos em meio à campanha eleitoral. Na ocasião, a candidata escolhida para substituir o Democrata no pleito, Kamala Harris, terminou derrotada por Donald Trump.

“Lula tem apenas um ano a menos do que Joe Biden tinha no ponto equivalente do ciclo eleitoral de 2024 nos Estados Unidos — que terminou de forma desastrosa. Ele parece estar em condição muito melhor do que Biden estava, mas já teve problemas de saúde”, ressalta a Economist.

De acordo com a publicação, apesar de a economia brasileira ter apresentado bons resultados, as políticas econômicas do governo Lula são “medíocres”.

“Elas se concentram sobretudo em transferências aos pobres, acompanhadas de medidas de aumento de arrecadação que se tornam cada vez menos amigáveis aos negócios, embora ele tenha agradado aos empregadores com uma reforma para simplificar os impostos.”

Na avaliação da Economist, Lula “poliria seu legado” ao abandonar o certame pelo Planalto no próximo ano, permitindo assim uma “disputa adequada em busca de um novo campeão da centro-esquerda”.

Flávio Bolsonaro é “impopular” e “ineficaz”, diz Economist

Ao avaliar a corrida eleitoral pela Presidência da República em 2026, a revista classifica o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como “impopular” e “ineficaz”A pré-candidatura de Flávio ao Planalto foi confirmada em carta escrita à mão pelo pai no início deste mês.

Ainda segundo a Economist, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a quem o periódico chama de “ponderado” e “democrata”, é o nome mais proeminente da direita numa eventual disputa contra Lula no ano que se aproxima.

“Bolsonaro talvez ainda perceba que Flávio não tem chance e transfira seu apoio para Tarcísio de Freitas. De qualquer forma, Tarcísio deveria ter a coragem de entrar na disputa. Diferentemente dos Bolsonaros, ele é ponderado e democrata. Diferentemente de Lula, tem apenas 50 anos.”

O artigo de terça-feira também reforça a ideia de que em 2025 as instituições democráticas brasileiras se mostraram “robustas” e que o país seguiu o devido processo legal ao condenar Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista após as eleições de 2022.

“Se forem sábios, [os partidos da direita] abandonarão Flávio e se unirão em torno de um candidato capaz de ir além da polarização dos anos Lula-Bolsonaro. Uma figura de centro-direita que corte a burocracia, mas não as florestas tropicais; que seja duro contra o crime, mas não despreze as liberdades civis; e que respeite o Estado de Direito, poderia tanto vencer quanto governar bem. O Brasil tem tudo a ganhar em 2026 — e o resultado é preocupantemente incerto”, conclui a Economist.

 

 

 

Ipea: Relatório diz que gastos do governo Lula são “insustentáveis”

Relatórios produzidos pela Instituição Fiscal Independente (IFI) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontaram que a política de gastos do governo Lula (PT) são insustentáveis. Os órgãos são ligados ao Senado e ao próprio governo federal.

De acordo com os documentos, apesar da população estar com melhor qualidade de vida e com maior rendimento financeiro proviniente de seus trabalhos, o governo Lula gasta mais do que arrecada. Com as despesas altas, acabam faltando recursos para custos recorrentes, como funcionamento de órgãos públicos, manutenção de estradas federais e emissão de passaportes.

Nesse ritmo, o país poderia entrar em crise fiscal. Ou seja, o governo federal corre o risco de contrair dívidas e não conseguir sustentar a economia brasileira. Em um quadro mais grave, levaria a queda da atividade econômica, aumento do desemprego e redução de renda entre os trabalhadores.

Em comparação com o governo Dilma, que teve uma crise fiscal no final de 2015, a dívida pública havia crescido 14%, representando 66,6% do PIB. Segundo as projeções, a dívida pública deste terceiro mandato do petista deve ter um aumento de 10%, representando 81,4% do PIB.

O Ministério da Fazenda respondeu aos questionamentos da Folha de S.Paulo, afirmando que está respeitando o arcabouço fiscal. A pasta também negou a possibilidade de uma crise fiscal.

– O termo “crise fiscal” é equivocado. Em 2024, a meta de primário foi alcançada, com resultado mais próximo do centro da meta do que de sua banda inferior – disse a pasta, em nota.

 

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